Nascido na Transilvânia, radicado na França, Emil Cioran (1911 – 1995) é o vampiro da filosofia. Pessimista, niilista, cético, seu pensamento é corrosivo, violento. Trata de temas dolorosos como o suicídio, a alienação, o absurdo da vida, a decadência, a angústia, a futilidade da existência etc.. Tudo isso a partir de um ângulo romântico, no íntimo da expressão, entre o desespero e a crítica da fealdade do mundo, agarrado à vida como um suicida que titubeia à beira do precipício. Incrível como aquilo que deveria ser feio, que é dor, que nos maltrata a existência, consegue ser belo e poético.
“Todos os seres são infelizes; mas quantos o sabem?”
“O destino do homem é esgotar a ideia de Deus.”
"A obsessão pelo suicídio é própria de quem não pode viver, nem morrer, e cuja atenção nunca se afasta dessa dupla impossibilidade.”
Bruno Rodrigues.


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