Com as unhas dilacero os tecidos da carne,
Intrépido, desmembro o tórax com os dedos,
Só assim deslumbraria o doce pulsar da existência,
Ou o grande vazio fugaz aos meus desenredos?
Destroços ao chão, recolho os cacos das lagrimas.
Nada mais floresce na inanidade de minha utopia.
Sinto-me devoradamente consumido pela angustia.
Indagação suicida da mente? O que mais seria?
A morte dos que querem morrer e não morrem,
Vida arruinada, mutilada aos caprichos da criação,
Acorrentada pelos vícios prazerosos da aflição.
Tenho-me por desespero, mas próximo pelo alvorecer.
Quando não mais comportar o meu ser,
Desfaço-me das lembranças das mentes que me amaram.
"dedicado para Keila Brisola"
Intrépido, desmembro o tórax com os dedos,
Só assim deslumbraria o doce pulsar da existência,
Ou o grande vazio fugaz aos meus desenredos?
Destroços ao chão, recolho os cacos das lagrimas.
Nada mais floresce na inanidade de minha utopia.
Sinto-me devoradamente consumido pela angustia.
Indagação suicida da mente? O que mais seria?
A morte dos que querem morrer e não morrem,
Vida arruinada, mutilada aos caprichos da criação,
Acorrentada pelos vícios prazerosos da aflição.
Tenho-me por desespero, mas próximo pelo alvorecer.
Quando não mais comportar o meu ser,
Desfaço-me das lembranças das mentes que me amaram.
"dedicado para Keila Brisola"
Poesia por Assis Bernardo
-Bruno Rodrigues

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